SOBRE O TRANSTORNO DE ADAPTAÇÃO
- Apr 3, 2016
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Embora a dinâmica de nossas vidas seja uma eterna sucessão de acontecimentos, quando ocorre uma mudança drástica em um ou mais âmbitos ou algo traumático conosco, com familiares ou no meio em que vivemos, sentimo-nos impotentes e vulneráveis diante do evento e nesse momento parece que o mundo se desmorona diante de nós.
Diante de tal sofrimento intenso e absoluto, ficamos perdidos para organizar e reorganizar os destroços para sobreviver ao caos. Esse impacto psicológico estressante ou catastrófico, altera drasticamente nossa vida, gerando perturbação psíquica e emocional.
Como o ser humano é único, a interpretação e resposta comportamental diante do mesmo fato será sem dúvida personalizada.
Crianças, adolescentes, homens e mulheres, sem distinção, diante de fatores estressantes não elaborados podem desenvolver transtorno de adaptação também chamado de transtorno de ajustamento, gerando desmotivação, infelicidade, variando de acordo com a gravidade e intensidade interpretativa pessoal.
É importante ressaltar que traços de personalidade e características individuais podem contribuir para a ocorrência e agravamento do quadro adaptativo, pois existem pessoas mais frágeis psicologicamente. Nesse contexto, de nada adianta alguém chegar e dizer que “não é nada”, que "irá passar” ou “porque tanta queixa diante de nada tão grave assim” e assim por diante... , pois cada um tem uma avaliação singular sobre o que sente, embora tenha sido observado uma tendência entre adolescentes, onde os sintomas são mais comportamentais, enquanto nos adultos são mais depressivos.
Quem tem transtorno de adaptação, a reação característica em relação ao agente estressor parece exagerada a tida como normal ao fato, e interfere no funcionamento social, ocupacional e educacional, prejudicando sobremaneira as relações interpessoais.
É necessário diagnosticar corretamente e trabalhar o sofrimento psíquico para que um transtorno de adaptação não evolua para um quadro depressivo, ansioso ou misto, pois de acordo com a gravidade podem surgir desequilíbrios que aparecerá no corpo através de queixas emocionais e físicas.
Para se ter um parâmetro, por definição, o transtorno de ajustamento teoricamente deveria se resolver dentro de 6 meses após o final da situação que o desencadeou, contudo pode persistir em função de situações estressoras crônicas, como por exemplo, doenças debilitantes, dificuldades profissionais, financeiras, que se prolongam.
Nesse sentido, estarmos atentos a nossos padrões e de quem convive conosco e a detecção precoce e intervenção pontual diante da disfunção, levará a melhorar a qualidade de vida de quem apresenta esse tipo de transtorno.

O material desse site é informativo, não substitui a terapia oferecida por um psicólogo."
VANIA COSTA - PSICÓLOGA - CRP- 06/122039






























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